quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Analfabeto - Mario Quintana

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler 
e não leem!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sinceridade - Carpinejar

"Sinceridade não é dizer à toa, sem contexto,
 é aguardar o momento, o assunto, a deixa. 
Não é expor direto, quando está a fim, 
mas quando a outra pessoa também pode ouvir e entender.
É o encontro de duas vontades.
Sinceridade não é se livrar de nossos medos 
e falar o que vem à cabeça.
Não, o nome disso é precipitação.
É preguiça de se apresentar, de criar intimidade e de atravessar todo o caminho do pensamento. 
É procurar chegar sem viajar, desembarcar sem se deslocar. 
 É se livrar da tarefa da conversa.
Sinceridade mesmo é cuidar daquilo que se fala. 
Não atropelar as pessoas com as nossas idealizações.
Despejar nossa vontade não é sinceridade, mas pancadaria."

Intimidade - Greta Garbo

"Há muitas coisas em seu coração que você nunca deve contar a ninguém. Seria baratear o seu íntimo sair espalhando-as por aí."

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pensamentos - Chico Buarque

Mas duas pessoas não se equilibram muito tempo lado a lado, 
cada qual com seu silêncio; um dos silêncios acaba sugando o outro, 
e foi quando me voltei para ela, que de mim não se apercebia. 
Segui observando seu silêncio, decerto mais profundo que o meu, 
e de algum modo mais silencioso. 
E assim permanecemos outra meia hora, 
ela dentro de si e eu imerso no silêncio dela,
 tentando ler seus pensamentos depressa,
 antes que virassem palavras.
 


Calma - Zeca Baleiro

"Calma alma minha, calminha...
você tem muito o que aprender..."

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Sabedoria - Shakespeare

Quando as nuvens são vistas,
homens sábios vestem suas capas.

sábado, 11 de agosto de 2012

Necessidade - Rita Apoena

"O que o mundo precisa é de um exército de gente feliz, 
capaz de doar um pouco de si e do que sabe..."

domingo, 5 de agosto de 2012

Necessidade

"Me ame quando eu menos merecer,
pois é quando eu mais preciso."

Imperfeição - Pe. Fábio de Melo

Que o teu olhar não se prenda em quem não quer. 
Pois o amor que vale a pena nesta vida, 
dá ao coração sempre o direito, 
de ser ele imperfeito e mesmo assim,
 poder ser mais feliz.

Sentimentos - Caio F Abreu

"Mas sei lá, não sei se toda essa coisa patética é mesmo necessária. 
Tô resolvendo umas coisas aqui viu, 
esses negócios de sentimentos demonstrados demais meio que estraga.
Tô aqui aprendendo que nem todos dão valor ao que você pode oferecer,
 e acabar demonstrando afeto demais começa a encher o saco, 
e eu digo tudo isso da minha parte..."

Impensar - Gabito Nunes

"Quantas chances de viver loucuras memoráveis a gente desperdiça 
com essa mania besta de pensar?"

Importância - Caio F Abreu


Simplicidade - Da Vinci


"A simplicidade é o último grau de sofisticação"

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Amor - Vinícius de Moraes

Amar é querer estar perto, se longe.
E mais perto, se perto.

* Foto: Eu e meu filho Eduardo 

Realidade - Carpinejar

A palavra manda embora e o corpo pede um abraço.

... - Chico Buarque

Devolva-me o que você levou… Ou
Leve-me contigo: perca-se comigo.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Resultados - Ghandi

 



"Você nunca sabe que resultados virão da sua ação.
Mas se você não fizer nada,
não existirão resultados."

sábado, 28 de julho de 2012

Amor - Shakespeare

 
(…) - Cego é seu amor e a obscuridade lhe convém mais.
- Se o amor é cego, não pode acertar no alvo!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Dormir de Conchinha - Ivan Martins


Proximidade é coisa que se aprende. Demora algum tempo para que a gente relaxe na presença do outro e extraia desse contato o prazer e a paz profundos que a intimidade física proporciona. Quando isso acontece, a gente descobre, invariavelmente, que está dormindo de conchinha.
Não sei o que existe nessa posição que a torna tão universalmente afetuosa. Pense nos filmes que você viu ou nos romances que você leu: quando o narrador da história quer sugerir que o casal está muito próximo ou apaixonado, faz com que ele a abrace pelas costas e os dois adormeçam “como duas colheres”, que é o jeito como os americanos descrevem essa posição. Talvez exista a mesma expressão em japonês, mongol ou na cultura tuaregue, do norte da África. Eu não me espantaria. Sendo o corpo humano igual no mundo inteiro, é provável que diferentes culturas usem as mesmas formas corporais para demonstrar carinho e dividir conforto.
No livro Tristes trópicos, do antropólogo francês Claude Levis-Strauss, já morto, há um momento em que ele descreve como os índios nômades nambikwara, do norte do Mato Grosso, (cuja cultura material era tão pobre que nem redes ou cabanas eles tinham), dormiam aglomerados em volta da fogueira, nus sobre o chão nu, os casais abraçados em conchinhas para se esquentar e proteger. Talvez venha daí, do tempo que éramos tão selvagens e tão pobres que só tínhamos o nosso próprio corpo, e o corpo dos outros como nós, nossa disposição ancestral de abraçar pelas costas e encaixar o rosto nos cabelos da mulher querida – para esquentar e proteger.
Apesar do progresso e da nossa imensa prosperidade material, acho que às vezes ainda nos sentimos como índios nambikwara. Ainda despertamos assustados, no meio da noite, assaltados por medos e inquietações tão humanas, tão profundas, que nem sabemos de onde eles vêm. Nesses momentos de vulnerabilidade, quando nos sentimos minúsculos e irremediavelmente solitários, abraçamos o corpo da parceira ou do parceiro como se ele fosse um refúgio, talvez o último, da nossa integridade ameaçada. 
Mas isso, como eu disse no início, leva tempo. Mesmo o instinto que parece se esconder atrás do abraço de conchinha precisa ser aprendido. Lembro de um tempo, quando eu era garoto, que a proximidade de outra pessoa na hora do sono não era assim tão confortável. Aplacado o desejo, eu procurava distância e liberdade de movimentos. Só aos poucos fui percebendo que havia naquele jeito de ficar um aconchego e uma calma que eu não conhecia. Como tantos dos gestos que compõem o nosso repertório afetivo, o abraço cheio de sono e de confiança teve de ser aprendido. 
No interior das relações ocorre o mesmo processo de experimentação e aprendizado. Para muitos, essa coisa de abraçar não funciona logo de cara. É preciso tempo e proximidade para que o gesto se torne natural. Há uma parceria silenciosa nos nossos enlaces que precisa ser construída. É inútil apressá-la e talvez haja relações em que elas nunca se manifestem. Talvez por causa do temperamento dos envolvidos. Talvez pelo caráter mesmo do que existe entre eles. 
Sei que algumas pessoas recusam até de forma inconsciente esse tipo de contato afetuoso. Elas o associam a acomodação. Escolhem manter a relação no que eu chamo de estágio do beijo, quando a fome e a curiosidade pelo outro ainda não foi saciada e parece que nunca será. Nesse momento sublime dos agarros, o acesso ao corpo do outro é 100% erótico. Apenas mãos, saliva, palavras. Tem gente que se embriaga disso e não quer sair. Evita o passo seguinte, em que o barato físico pelo outro dá lugar a outro tipo de coisa, mais suave e mais silenciosa – e os beijos famintos são substituídos, sem que se perceba, pelos abraços de conchinha. Não sei se alguém já fez um estudo científico sobre isso, mas parece que a convivência simultânea entre beijos famintos e abraços de conchinha é impossível no longo prazo. Vocês me digam. 
Da minha parte, sinto que há opções a fazer e que a gente as faz todos os dias, em favor do abraço de conchinha. Passada a turbulenta adolescência, tendemos a construir relações estáveis. Nelas, os abraços cheios de sono e intimidade são mais frequentes que os beijos apaixonados. Há uma troca que parece refletir as nossas necessidades profundas. Deixamos de lado a paixão incandescente pelo afeto profundo. Trocamos tesão por amor. Claro, essa não é uma solução inteiramente satisfatória. Nem definitiva. Mas parece ser aquela que de forma mais frequente atende a nossa insondável, dolorosa e contraditória humanidade – a mesma que nos acorda no meio da noite, inquietos, e nos faz procurar, no escuro, o calor e o conforto do corpo do outro.  

Sabedoria - Cora Coralina

O saber se aprende com os mestres. 
A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.


 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

É isso ... - Carpinejar



"Me desperdiço,
me doo,
me comovo,
me arrebento 
de existir"

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Paixão - Fernanda Young

"Só o apaixonado por você tem a sagacidade de notar em você o que ninguém notou, fazendo enfim o elogio que nenhum professor lhe fez, a gentileza que nenhum cavalheiro lhe fez, a gracinha que nenhum canalha lhe fez. 
A paixão alerta sua razão que, ora, você é amado, e amado tanto assim. Então sou o homem mais sortudo do mundo. 
Porque essa menina rara, de pele tão branca e sardenta, ama-me careca. 
Um sentimento desses, está claro, pode mudar todas as pedras de lugar.
 Por isso tem tanta gente que não ama, nem é amado. 
São os que não aguentam levantar a tampa que os protege do incerto, e mudar. Portanto, quem é que não ama, não se apaixona, não odeia?
Os covardes? Com certeza. 
Os covardes, entretanto, sábios.
 Naquele conceito de sabedoria que mata você de velho.
 E morrer de velho, covenhamos, é a coisa mais humilhante do mundo."

Escrever - Monteiro Lobato

"Escrever é gravar reações psíquicas.
 O escritor funciona qual antena - e disso vem o valor da literatura. 
Por meio dela, fixam-se aspectos da alma dum povo, 
ou pelo menos instantes da vida desse povo."

domingo, 1 de julho de 2012

Amor - Nietzshe

Se houver amor em sua vida
isso pode compensar muitas coisas que lhe fazem falta.
Caso contrário, 
não importa o que tiver, 
nunca será o suficiente.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Amor perdido - Ernesto Cardenal

"Ao perder-te eu a ti, tu e eu temos perdido,
 eu, porque tu eras o que eu mais amava;
tu, porque era eu que te amava mais.
Mas, de nós dois tu perdestes mais do que eu.
Porque eu poderei amar a outras como amava a ti,
                                            Mas a ti não te amarão mais do que te amava eu!"

Tristeza e felicidade - Dostoiévski


“O homem percebe apenas suas tristrezas.
                                                Ele lida com sua felicidade como algo natural.”

sábado, 23 de junho de 2012

Amor verdadeiro - Antoine Saint-Exupéry

"Não confundas o amor com o delírio da posse, 
que acarreta os piores sofrimentos. 
Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. 
O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. 
Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: 
é que ele não pode ser prejudicado.
 O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca."

O tempo - Shakyamuni

 
O raio jamais feriria a casa, se a casa não o atraísse. 
A casa é tão responsável pela sua ruína quanto o raio. 
Um touro jamais chifrará um homem, se o homem não o convidar a chifrá-lo. 
E, na verdade, aquele homem deve responder mais pelo seu sangue do que o boi. 
O assassinado afia o punhal do assassino, e ambos desferem o golpe fatal. 
O roubado dirige os movimentos do ladrão, e ambos cometem o roubo. 
Sim, o Homem convida as suas próprias calamidades e depois protesta contra os hóspedes importunos, por se haver esquecido quando e como escreveu e enviou os convites. 
O Tempo, no entanto, jamais esquece; 
e o Tempo, a tempo e horas, entrega o convite no endereço certo; 
e o Tempo conduz cada convidado à casa do anfitrião.

Seja você mesmo - E.E. Cummings


"... Não ser ninguém a não ser você mesmo,
 num mundo que faz todo o possível, noite e dia,
 para transformá-lo em outra pessoa, 
significa travar a batalha mais dura que um ser humano pode enfrentar; 
e jamais parar de lutar..."

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Tipos de ego - Dalai Lama

“Existem dois tipos de ego, 
e a sabedoria e a inteligência, sabem distingui-los. 
Um tipo só cuida de si mesmo para conseguir alguma vantagem
para si, ignorando os direitos dos outros. 
Outro ego diz: preciso ser um bom ser humano;
 preciso servir”.

Realidade - Fernando Pessoa

A espantosa realidade das coisas.  
É minha descoberta de todos os dias.
 Cada coisa é o que é.
 E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra.
 E quanto isso me basta.

       

terça-feira, 5 de junho de 2012

Responsabilidades - Osho

"Quando você tiver tido um pequeno vislumbre de que você é o criador de sua própria miséria, será muito difícil para você, continuar a criá-la então.
 É fácil viver na miséria quando você sabe que os outros a estão criando – o que fazer?
 Você não tem saída. 
Eis porque vivemos jogando as responsabilidades nos outros."

domingo, 3 de junho de 2012

A eterna busca no outro - Roland Barthes

[...] amei ou amarei várias vezes em minha vida. Isso acaso significaria que meu desejo, por especial que seja, estaria vinculado a um tipo? Meu desejo é pois classificável? Haveria, entre todos os seres que amei, um traço comum, um único, por tênue que seja (um nariz, uma pele, um jeito), que me permita dizer: este é meu tipo! [...] o amante passaria a vida inteira procurando “seu tipo”? Em que recanto do corpo adverso devo ler minha verdade?

Incondicional - Carpinejar

Se amo, porque me amam, tem o amor causa;
se amo, para que me amem, tem fruto: e amor fino não há de ter porquê, nem para quê.
Se amo, porque me amam, é obrigação, faço o que devo;
se amo, para que me amem, é negociação, busco o que desejo.
Pois como há de amar o amor para ser fino?
Amo, quia amo, amo, ut amem: amo, porque amo, e amo para amar.
Quem ama porque o amam, é agradecido;
quem ama, para que o amem, é interesseiro;
quem ama, não porque o amam, nem para que o amem,
esse só é fino.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Faz de conta - Clarice Lispector

"Do coração contraído veio o tremor gigantesco duma forte dor abalada, do corpo todo o abalo — e em sutis caretas de rosto e de corpo afinal com a dificuldade de um petróleo rasgando a terra — veio afinal o grande choro seco, choro mudo sem som algum até para ela mesma, aquele que ela não havia adivinhado, aquele que não quisera jamais e não previra — sacudida como a árvore forte que é mais profundamente abalada que a árvore frágil — afinal rebentados canos e veias, então sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade e pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, faz de conta que vivia e não que estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que ela era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e uma luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranqüilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro — pois agora mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado; ela saíra agora da voracidade de viver. Lembrou-se de escrever a Ulisses contando o que se passara, mas nada se passara dizível em palavras escritas ou faladas, era bom aquele sistema que o amado inventara: o que não soubesse ou não pudesse dizer, escreveria e lhe daria o papel mudamente — mas dessa vez não havia sequer o que contar."

in  Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Poderíamos ser - Cáh Morandi

não somos estrelas, nem trovões, nem sol
mas nascemos com um brilho
que se esconde, na timidez
e nas fraquezas que sobrepõe
os corajosos que deveríamos ser

não temos exércitos
nós não governamos uma nação
não temos sangue real
nascemos condenados
a sermos escravos
de nós mesmos

nós somos tanto,
e optamos ser nada.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

A vida é bela - Oswaldo Montenegro

“E é interessante.

 O tal do ser humano é interessante. 
Sempre procurando o amor definitivo e a tal da segurança.
Logo ele, capaz de morrer no próximo minuto, 

sujeito à primeira ventania,
e sem a menor chance diante do menor maremoto.
A segurança, colega, não existe. 

A gente inventou. 

E isso dói.”

Missão - Edward Bach

"A Vida não espera de nós sacrifícios inatingíveis, 
ela apenas pede que façamos nossa jornada com alegria em nosso coração
 e para ser uma benção para todos aqueles que nos rodeiam. 
Se nós fazemos o mundo melhor com a nossa visita, 
                                                        então nós cumprimos a nossa missão."

sábado, 26 de maio de 2012

Dormindo sempre juntos, na mesma hora - Carpinejar


Quando sua companhia se levanta, rola para cheirar o travesseiro dela?
 Você é apaixonado por dividir, desculpe informar.
 É constrangedor confessar a dependência, mas não resta alternativa.
Nunca será mais sozinho. É uma simbiose amorosa por dentro das lembranças, dos hábitos, que surge no modo de repartir uma tangerina e pôr o açúcar no café.
Uma necessidade de primeiro servir para depois saciar as próprias ansiedades.
Entregou os pontos ao abandonar seu horário para dormir. Renunciou ao livre-arbítrio no momento de atender ao chamado sedutor de sua esposa. 
- É tarde, te espero? 
Aquela desistência foi fatal. Pode ter classificado o gesto como uma exceção, só que gostou de verdade, gostou imensamente de adormecer com sua mulher. Ambos apagando o abajur em igual instante, depois de ler, de rir, de brincar. Sincronizaram o relógio dos batimentos cardíacos e nunca houve mais atraso de beijo.
Amor eterno é quando um não consegue mais dormir sem o outro. Simples assim. Deseja descansar, convoca sua mulher na sala.
- Vem, tá na hora! 
E ela, que estava envolvida com um filme ou um programa de tevê, nem reclama, nem diz mais um minutinho, ajeita os ombros no cobertor do seu abraço e segue junto.
Lado a lado no espelho do banheiro, escovam os dentes, ajeitam o rosto, colocam roupas folgadas. Reina uma sincronia dos movimentos, uma disciplina na admiração. Alguns até confundem com tédio, porém, é intimidade: não precisa falar para se entender. Se silêncio com ódio é submissão, silêncio com ternura é concordância.
Escoteiros do casamento, entram no mar branco dos lençóis cada um do seu lado: ela pela margem esquerda, ele pela margem direita. E centram os corpos para fazer conchinhas encostando as cabeças.
Um casal apaixonado ocupa menos do que uma cama de solteiro: terminam agarrados, sobrepostos.
Você se dá conta de que não deita mais sozinho há décadas. É uma compulsão olfativa. Está no escritório trabalhando de madrugada e ela abre a porta para convidá-lo: 
- Vem, tá na hora!
E não estranha a ordem, obedece, sequer medita sobre o motivo da adesão. Vai sem preguiça alguma, sem aviso de bocejo, ainda que não esteja com vontade, ainda que tenha uma porção de tarefas e problemas a resolver. Larga as urgências pela metade e se prontifica a acompanhá-la.
Casal quando se ama dorme na mesma hora. E não suportará morrer longe. O sonho é também morrer na mesma hora. Com as respirações próximas.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Falsas exigências - Mario Quintana



“Devido à exposição abusiva à televisão e ao cinema,
nos tornamos excessivamente exigentes com relação aos requisitos necessários
para encontrarmos a felicidade”.

quarta-feira, 23 de maio de 2012



Que seja cumplicidade,
 porque a vida é difícil sem afetos.

Empréstimo - Tati Bernardi

Publicar um texto é um jeito educado de dizer

 "me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu".

Eternidade - Paulo Leminski

Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Inspiração - Louis Pasteur

"A grandeza das ações humanas

 mede-se pela inspiração que as faz nascer"

sábado, 19 de maio de 2012

Verdade e amor sempre ! Gandhi

 “Quando estou desanimado, 
lembro que em toda a história 
a verdade e o amor venceram sempre.
Houve tiranos e assassinos. 
A princípio pareciam invencíveis, 
mas tombaram todos!”

O tempo - Mark Twain

O tempo acalma, o tempo elucida. 
Ninguém consegue manter o mesmo estado de espírito o tempo todo.

Cicatriz - Chris Cleave

Porque, acredite em mim, 
uma cicatriz não se forma num morto,
uma cicatriz significa:
"Eu sobrevivi."

Palavras - Virginia Woolf

"Serei pelo resto da minha vida 
alguém que se agarra à franja das palavras"

terça-feira, 15 de maio de 2012

Simples - Chico Buarque


Acho a coisa mais simples,
 mais definitiva,
 pra explicar o amor entre duas pessoas: 
gostava dela porque era ela, porque era eu."

Liberdade - Simone de Deauvoir

A minha liberdade não deve procurar captar o ser,
mas desvendá-lo.

domingo, 13 de maio de 2012

Minha força - Caio F Abreu

Porque a força de dentro é maior. 
Maior que todo o mal que existe no mundo.
 Maior que todos os ventos contrários.
 É maior porque é do bem. 
E nisso, sim, acredito até o fim. 
O destino da felicidade, me foi traçado no berço.