domingo, 6 de março de 2011

Cace a liberdade - Martha Medeiros

Cace a liberdade que anda tão rara,
liberdade de pensamento, de atitudes,
vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários.
Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas,
modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente,
o que se expande na sua frente,
o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver.
Entre numa galeria de arte.
Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece.
Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista.
Abra portas. E páginas.
Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade,
tire férias de rancores e mágoas,
abrace forte, sorria,
permita que lhe cacem também.

Não te detenhas - Camile Claudel

Tua força interior e tuas convicções não tem idade.
Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada trunfo, há outro desafio.
Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo.
Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amareladas.
Continua, apesar de todos esperarem que abandones.
Não deixes que se enferruje o ferro que há em você.
Faz com que em lugar de pena, te respeitem.
Quando pelos anos não consigas correr, trota.
Quando não possas trotar, caminha.
Quando não possas caminhar, usa bengala.
Mas nunca te detenhas !!!

sábado, 5 de março de 2011

A cicatrização - Adélia Nenevê

Chega ! não acha que tá na hora de reagir?!
Sofrer com os enganos, com os erros e com as eventuais "perdas" é natural, todo mundo sofre, mas todo mundo sobrevive. O tempo está agindo e fazendo seu papel pacientemente.
Depois de uma perda, de uma decepção ou engano, o luto é inevitável e necessário; nos permite uma viagem prá dentro de nós mesmos, e dói. Mas a ferida prá ser curada, precisa ser tratada, limpa, desinfetada e só depois de muito cuidado virá a cicatrização.
E na fase da "cicatrização" precisamos de uma força extra, de racionalidade, centralidade, inteligência e objetividade.
Pensar, repensar, analisar, reanalisar, reorganizar-se, reinventar-se, achar-se depois de achar que havia se perdido... é assim a fase cicatrizante.

Esse curar-se e cicatrizar-se dá um certo trabalho, exige recolhimento e muito amor próprio, mas é possível, é realizável ! Canalizar as energias prás coisas boas, imaginar um futuro com realizações e sepultar definitivamente as coisas negativas do passado.
- Te enganaram, ou você se enganou ?
Aprenda com isso, fique mais esperta e saiba que a maior perda não foi a sua, e sim de quem te enganou. Ou você ainda quer construir um futuro com quem te engana ?
- Ah, mas poderia ter sido diferente...
"Poderia" está no passado, se tivesse que ser tinha acontecido diferente. Ou você consegue voltar o passado e mudar a história?
- Mas aconteceu justo comigo?
Sim, ou você é onipotente e diferente dos demais seres humanos? E se deu "errado" pode ter certeza que foi prá evitar maiores danos no futuro.

Encare os fatos olhando para o lado positivo e real das coisas. Se elas aconteceram e aparentemente interromperam o futuro que você imaginava existir, é porque nunca foram suficientemente fortes prá dar suporte e construir algo sólido. Simplesmente não existiram.

Serão essas mesmas "interrupções" que te farão enxergar o futuro que você definitivamente não quer prá você; quando chegar neste estágio podes ter uma certeza: a cicatrização começou a acontecer !

sexta-feira, 4 de março de 2011

Divórcio - Carpinejar

Mudar de cidade é pouco,
é pouco mudar de país,
é pouco mudar de emprego,
é pouco mudar de pele,
pouquíssimo mesmo mudar de casa
perto de uma separação.
Não mais me pertenço
para buscá-la.

Olhar as coisas pelo ato
de olhar as coisas,
esvaziado.

A metafísica estragou com o chocolate.

Abrir a geladeira como uma porta para rua.
Riscar fósforos e somente riscar fósforos,
sem nenhum cigarro e fogão esperando.

Expulsei fisicamente o amor,
exatamente como me ensinaram,

e não encontro.
Não encontro minhas mãos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A lei do carma ou de causa e efeito - Deepak Chopra

O carma é, ao mesmo tempo, a ação e a consequência dela.
Todos já ouviram a expressão:
"Colherás aquilo que semeastes"
Se quisermos felicidade em nossa vida,
precisamos aprender a semear felicidade.
Portanto, a lei do carma implica a ação de fazer escolhas conscientes.
Quando escolhemos ações que levam a felicidade
e sucesso aos outros,
o fruto do nosso carma será o mesmo.
A cada momento temos acesso a uma infinidade de escolhas.
Algumas delas são feitas de forma consciente, outras não.
Infelizmente, muitas de nossas escolhas,
por terem sido feitas sem consciência,
não nos parecem escolhas - no entanto, são.
(...)
A melhor forma de usar a "lei do carma"
é se distanciar e testemunhas as escolhas que você está fazendo a cada momento.
Quando fizer uma opção, pergunte a si mesmo duas coisas:
" Quais são as consequências dessa escolha?" e
" Será que a escolha que estou fazendo vai trazer felicidade para mim
e para os que me cercam?"
Sempre há uma opção que vai criar o máximo de felicidade
para você e seu entorno.
Essa opção é a ação espontânea e correta,
porque é a AÇÃO que alimenta a você
e a todos os outros influenciados por ela.

in " As Sete Leis Espitituais para o Sucesso" pág. 51/52

A escolha certa - Simone de Castilho


Quando as pessoas me pedem consultoria, grande parte delas me expõe situações e circunstâncias que estão vivendo e que refletem escolhas e posturas equivocadas por parte delas o que acaba gerando desmotivação, insatisfação e frustração.
Se pudéssemos ter um espelho que mostrasse o momento exato em que tudo mudou em nossa vida, seria muito fácil identificar que a culpa está nas escolhas erradas que fazemos.
Nós escolhemos de que maneira queremos viver, com quem queremos nos relacionar,
o que não queremos fazer, a quem queremos prejudicar ou ajudar.
Nós escolhemos que rumo devemos tomar, quando é hora de se acomodar ou mesmo a hora de mudar. A decisão entre o êxito ou o fracasso é nossa.
Com quem você se aconselha? Quem são seus exemplos de vida? A que horas você se levanta? Quem são seus amigos? O que você come? Você tem preguiça? Você se atualiza?
Você tem medo de agir? Você prefere esperar? Você é capaz de se sacrificar?
Você cuida de sua aparência? Você tem bom humor?
Perguntas que mostram que sempre temos escolha, está em nossas mãos alcançar nossos objetivos ou deixar pra lá.
Construir o sucesso é o conjunto de escolhas acertadas que fazemos ao longo da vida.
Não se permita errar sem aprender com o erro.
Erre sim, errar é humano mas não erre demais e sem consciência senão você se auto sabota.
É preciso acertar mais do que errar nas escolhas para atingir bons resultados.




fonte: http://www.simonecastillo.com.br/default.asp

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os Degraus - Mario Quintana

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

in "Quintana de Bolso - Coletânea - pág. 93"

Da condição Humana - Mario Quintana

Se variam na casca, idêntico é o miolo.
Julguem-se embora de diversa trama:
Ninguém mais se parece a um verdadeiro tolo
Que o mais sutil dos sábios quando ama.

in "Quintana de Bolso - Coletânea - pág.42"

De como perdoar aos inimigos - Mario Quintana

Perdoas... és cristão... bem o compreendo...
E é mais cômodo, em suma.
Não desculpes, porém, coisa nenhuma,
Que eles bem sabem o que estão fazendo...

in "Quintana de Bolso - Coletânea - pág.41"

Da eterna procura - Mario Quintana

Só o desejo inquieto, que não passa
Faz o encanto da coisa desejada...
E terminamos desdenhando a caça
Pela doida aventura da caçada.

in "Quintana de Bolso - Coletânea - pág.37"

Dos sistemas - Mario Quintana

Já trazes, ao nascer, tua filosofia.
As razões? Essas vêm posteriormente,
Tal como escolhes, na chapelaria,
a fôrma que mais te assente...

in "Quintana de Bolso - Coletânea - pág.38"

Das ilusões - Mario Quintana

Meu saco de ilusões, bem cheio tive-o.
Com ele ia subindo a ladeira da vida.
E, no entretanto, após cada ilusão perdida...
Que extraordinária sensação de alívio !

in "Quintana de Bolso - Coletânea - pág.37"

Da observação - Mario Quintana

Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...

in "Quintana de Bolso - Coletânea - pág. 35"

Irrealidade - Caio F Abreu



Me pergunto sempre
se não teceste a minha volta
uma porção de coisas irreais.

Continuar - Caio F Abreu

Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica,
a não ser continuar,
tem coisa mais destrutiva que insistir sem fé nenhuma?

Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça,
toca meu coração com teus dedos frios,
eu tive tanto amor um dia.

A morte e o amor - Caio F Abreu

“Somos todos imortais.
Teoricamente imortais, claro.
Hipocritamente imortais.
Porque nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana,
feito perder a hora no trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo.
Na nossa cabeça, a morte não acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém atender, dar sinal de ocupado.
A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo ‘clima’, certa ‘preparação’.
Certa ‘grandeza’. Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando,
sem nenhuma preparação, ela acontece de repente.
E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também,
invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo ‘eterno’) cotidiano.
A morte de alguém conhecido e/ou amado estupra essa precária arrumação,
essa falsa eternidade.
A morte e o amor.
Porque o amor, como a morte, também existe – e da mesma forma, dissimulada.
Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte
– pois o amor também é uma espécie de morte
(a morte da solidão, a morte do ego trancado,
indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) – nos desarma.
O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.”

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O que o vento não levou - Mario Quintana

No fim tu há sde ver que as coisas mais leves são as
únicas
que o vento não conseguiu levar:

um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...

in " Quintana de Bolso - Coletânea - pág. 156"

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Quem ama inventa - Mario Quintana

Quem ama inventa as coisas a que ama...
Talvez chegaste quando eu te sonhava.
Então de súbito acendeu-se a chama !
Era a brasa dormida que acordava...
E era um revoô sobre a ruinaria,
No ar atônito bimbalhavam sinos,
Tangidos por uns anjos peregrinos
Cujo dom é fazer ressureições...
Um ritmo divino? Oh! Simplesmente
O palpitar de nossos corações
Batendo juntos e festivamente,
Ou sozinhos, num ritmo tristonho...
Ó! meu pobre, meu grande amor distante,
Nem sabes tu o bem que faz à gente
Haver sonhado... e ter vivido o sonho!

in "Quintana de bolso - Coletânea - pág. 139"

Carta - Mario Quintana

Eu queria trazer-te uma imagem qualquer
para os teus anos...
Oh! mas apenas este vazio doloroso
de uma sala de espera ondenão está ninguém...
É que,
longe de ti, de tuas mãos milagrosas
de onde os meus versos voavam - pássaros de luz
a que deste vida com o teu calor -
é que longe de ti eu me sinto perdido
- sabes? -
desertamente perdido de mim !
Em vão procuro...
mas só vejo de bom, mas só vejo de puro
este céu que eu aviso da minha janela.
E assim, querida,
eu te mando este céu, todo este céu de Porto Alegre
e aquela
nuvenzinha
que está sonhando, agora, em pleno azul!

in "Quintana de Bolso - Coletânea - pág. 131"

Para refletir - Mário Quintana

Quem disse que eu me mudei?

Não importa que a tenham demolido:
A gente continua morando na velha casa
em que nasceu.

in "Quintana de Bolso" pág. 121