
como se entupissem de cera.
Você se senta no quarto,
sentindo uma dor pungente no corpo,
que trava a garganta e se contrai perigosamente no canal lacrimal atrás do olho.
Uma palavra, um gesto,
e tudo que está retido dentro de você
- ressentimentos remoídos,
inveja gangrenosa,
desejos supérfluos - frustrados -
tudo isso explode para fora de você em lágrimas de uma fúria impotente
- soluços constrangedores,
um choro que não é endereçado a ninguém em particular.
Nenhum ombro a amparará,
nenhuma voz dirá:
Calma, calma. Durma que vai passar."
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